quarta-feira, julho 12, 2006

Um pouco do meu caminho


Para mim, foi sempre muito natural ver “as pessoas às cores”, nunca pus isso em causa. Desde criança que sou assim e como presumia que toda a gente via o mesmo do que eu, não falei do que via a ninguém e talvez essa tenha sido a maior benção que a vida me deu. Como não sabiam o que eu via, também não tiveram hipótese de o bloquear. Assim, este dom foi crescendo comigo, amuderecendo, ampliando-se, tornando-se cada vez mais parte de mim. Aos 15 anos aperecebi-me que nem toda a gente via as cores à volta das pessoas e apreendi que a essas cores se chamavam auras. A partir daí, fui aprofundando o meu dom, pesquisando, estudando, desenvolvendo o meu método através de algumas experiências e de muita intuição.

E como qualquer dom, este dom ajudou-me no meu caminho, na minha jornada espiritual. Vivê-lo; aceitá-lo trouxe até mim benções e outras portas se abriram.
Ao ver as auras assimilei rapidamente o conceito da tolerância no seu sentido mais abrangente. Não há uma aura igual à outra. Todas as auras são diferentes! E que maravilha é esta bio-diversidade!
Outro hábito que adquiri ao ver as auras, foi o hábito do não-julgamento. As auras mostraram-me que cada pessoa tem sempre dentro de si algo de muito bom, um dom, uma missão. Mesmo as auras mais esbatidas têm em si a oportunidade de se tornarem a cada dia mais brilhantes. O julgamento é um peso…e que leve que eu fiquei quando me livrei dele!

Não foi um caminho fácil, afinal nunca é fácil viver os nossos dons, aceitá-los, acreditar neles acima de tudo e seguir o nosso coração, mesmo que isso implique a não aceitação e o afastamento das pessoas amigas e familiares.

Sempre vi o meu dom como um pássaro enorme, lindo, brilhante que sempre pairou sobre mim. Durante muito tempo, eu olhava-o de baixo. Observava o seu voo. Admirava-o e sorria porque o sentia presente. A partir de determinado momento, eu agarrei-me às suas asas. Perdi o medo de voar. E agora voamos sempre os dois juntos.

4 comentários:

Alda disse...

Tenho-te como uma referência. Sabes disso.

(e não são precisas mais palavras, tu sabes tudo o resto)

Susana disse...

Cucu linda :)

Sim, eu sei! Obrigada pela tua presença na minha vida!

Beijos

Maria Alice disse...

Se a sua capacidade de ajudar os outros é um "dom" como você mesma afirma. Porque cobra para o fazer? Não deveria dar de graça o que de graça recebe?

pica disse...

Não tem melhor comentário para fazer???DHAAAAAA!!!!!!!!!!!!!1